quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Castelo de cartas

Em um destes domingo em que não se pode fazer nada, você não tem nenhum livro novo e o tempo está para chuva, lá pelas 18 horas eu me sentei na mesa do computador e abri o messenger. Uma amiga me perguntou meu nome completo. Não entendi na hora, mas ela disse que não demoraria a isso acontecer.

Um pouco depois ela me passou o endereço de uma página virtual de sua autoria, um blog. Eu abri e vi que ela relacionou alguns nomes, entre eles o meu, de pessoas que seriam responsáveis por ela ser quem hoje ela é e pelo sucesso obtido. Me senti realmente lisonjeado.

Então eu percebi nessa hora como a gratidão ainda existe nas pessoas. Eu falei para esta garota que eu acreditava no trabalho dela e colocaria minha mão no fogo quando ela pensava ter passado como uma mera coadjuvante. Ela soube ser protagonista.

Ela sempre teve um certo jeito de lidar com as pessoas. Muito sociável. Geralmente pessoas com essa característica logo se tornam alvo de críticas, pois desenvolvem uma qualidade que estas pessoas gostariam de ter, mas não tem. Como não vencem de forma verbal tentam difamar os bons oradores.

Ela se mostrou forte e reverteu a situação. A mesa sempre virou para seu lado. Ela procurou preservar consigo aquelas pessoas que ela cita. Consertou mal entendidos que logo foram esclarecidos já que estas pessoas lhe tem confiança.

Ela sempre se mostrou corajosa e provou a todos quem ela era mesmo sabendo que não seria necessário provar nada a ninguém. Mas ela quis. Ela se pôs a prova. E ela foi aprovada. E hoje ela pode dizer que venceu. Mas eu não me considero responsável por nada. Me considero alguém que disse a palavra certa na hora certa que surtiu em um efeito de renascimento da mesma pessoa com sua personalidade única.

Ela é uma fênix. Ela renasce cada vez mais grandiosa. Ela é grata por minha influência em sua vida e eu sou grato por ela me ouvir e estar presente comigo neste mundo tão enorme e tão minúsculo. Somos um castelo de cartas: quando um cai, todos caem.

sábado, 2 de agosto de 2008

O chinês

Faz poucos dias eu saí do meu trabalho no horário do almoço e senti vontade de comer um drops. Saí do portão, atravessei a rua e entrei numa lojinha bem em frente a minha empresa, que leva o nome de “Negócio da China”. Entrar naquele estabelecimento foi o mesmo que voltar no tempo.

Um aloja grande, muito espaçosa, e com tudo. A legítima “tudo por R$1,99”. Vi de tudo. Uma loja que realmente preservou os princípios das lojas do ramo. E os produtos. Comprei até umas barrinhas de arroz que comia quando era criança, mas nunca mais tinha visto em lugar nenhum. Pensei que não fossem mais fabricadas. Foi então que as vi sobre o balcão, vendidas seis por R$1,00. Não preciso dizer que levei na hora certo?

Dei uma volta pela loja e vi então as caixas de jogos que sempre são os mesmos. Os cubos multicoloridos. Os bonecos de personagens de desenhos de luta. Os dinossauros plásticos. Mas estes são mais evoluídos, incham quando são mergulhados em água.

As atendentes também seguem o padrão R$1,99. Senhoras simples que tem sempre uma bomba, uma cuia, um pouco de erva e uma garrafa térmica por perto. Tudo sempre igual. Sempre simpáticas e sempre sabem exatamente onde as coisas estão. Até aquele pano de prato com uma estampa verde e vermelho que você não achava em lugar nenhum.

Percebi que o pessoal da minha empresa freqüentemente ia ao local. Tornei-me ciente. Como meus colegas disseram, é impossível não repetir a dose. Depois de visitar o chinês uma vez, se faz sempre. Agora tenho uma abastecedora fiel para as barras de arroz. O estoque de drops eu terminei, estou esperando que venha mais. Enquanto isso eu visito o lugar e os dinossauros que incham na água. Isso sim que é tecnologia de ponta.